Dores musculoesqueléticas e a atuação do médico fisiatra

As dores musculoesqueléticas podem ser classificadas em agudas ou crônicas, dependendo da sua duração e origem.

Dores musculoesqueléticas agudas

  • Geralmente resultam de lesões repentinas, como fraturas ósseas, entorses, distensões musculares, cortes ou queimaduras. Essas dores surgem subitamente e tendem a desaparecer com o tratamento adequado e a cicatrização da lesão.

Dores musculoesqueléticas crônicas

  • São associadas a condições de longa duração, como artrite, fibromialgia, lesões por esforço repetitivo ou má postura. Essas dores persistem por meses ou até anos e podem variar em intensidade.

Estudos indicam que as mulheres são mais propensas a relatar dores musculoesqueléticas. Uma pesquisa mostrou que 73% das mulheres experimentam dor articular após os 35 anos, enquanto entre os homens a incidência é de 63%.

A prevalência de dores musculoesqueléticas aumenta com a idade, afetando cerca de 30% dos idosos.

Certas ocupações apresentam maior incidência de dores musculoesqueléticas devido às exigências físicas ou posturais. Por exemplo, profissionais de saúde, como técnicos de enfermagem (89,5%) e enfermeiros (73,3%), relatam altas taxas de dores musculoesqueléticas. Além disso, trabalhadores que permanecem longos períodos em posturas estáticas, sentados, por exemplo, também apresentam alta prevalência de sintomas musculoesqueléticos.

Fatores como esforço repetitivo, uso excessivo, distúrbios psicológicos e condições subjacentes, como artrite ou fibromialgia, também contribuem para o desenvolvimento de dores musculoesqueléticas.

A dor musculoesquelética é uma das principais causas de afastamento e incapacidade laboral em todo o mundo, afetando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos.

Como prevenir as dores musculoesqueléticas?

Para prevenir e manejar essas dores, recomenda-se a adoção de práticas ergonômicas no ambiente de trabalho, a realização regular de atividades físicas adequadas e a busca por orientação médica especializada quando necessário.

Qual o papel do médico fisiatra no diagnóstico e tratamento das dores musculoesqueléticas?

O médico fisiatra é o especialista em diagnosticar, avaliar e tratar as dores musculoesqueléticas, tanto agudas quanto crônicas. Seu objetivo é reduzir a dor, restaurar a função e melhorar a qualidade de vida do paciente, utilizando uma abordagem multidisciplinar e individualizada.

Como é feito o diagnóstico das dores musculoesqueléticas pelo fisiatra?

O fisiatra realiza uma avaliação clínica detalhada, que inclui:

Histórico clínico

  • Identificação da localização, intensidade e duração da dor.
  • Investigação de fatores desencadeantes, posturas inadequadas e hábitos do paciente.

Exame físico

  • Avaliação da mobilidade articular, força muscular e alterações posturais.
  • Testes específicos para diferenciar dor musculoesquelética de outras condições neurológicas ou reumatológicas.

Exames complementares (se necessário)

  • Ultrassonografia musculoesquelética: para visualizar estruturas como tendões, músculos e articulações.
  • Ressonância magnética e tomografia computadorizada: para avaliar patologias mais complexas, como hérnia de disco ou artrose avançada.
  • Eletroneuromiografia (ENMG): para identificar comprometimentos nervosos associados à dor.

Como é feito o tratamento das dores musculoesqueléticas pelo médico fisiatra?

O tratamento é personalizado, considerando a origem da dor, o grau de incapacidade funcional e o perfil do paciente. As principais abordagens adotadas pelo médico fisiatra incluem:

Controle da dor

✔️ medicamentos: analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e neuromoduladores para dor neuropática.
✔️ bloqueios analgésicos e infiltrações: aplicação de anestésicos e corticoides em pontos específicos para alívio da dor (ex.: infiltração em pontos gatilhos na fibromialgia).
✔️ toxina botulínica: para tratar espasticidade e dor muscular crônica.

Terapias de reabilitação

✔️ fisioterapia e reeducação postural: exercícios específicos para fortalecimento muscular e correção de disfunções biomecânicas.
✔️ eletroterapia e termoterapia: uso de ultrassom terapêutico, laser e ondas de choque para analgesia e regeneração tecidual.

Reabilitação funcional e prevenção

✔️ Exercícios terapêuticos: alongamentos, fortalecimento e técnicas de estabilização da coluna e articulações.
✔️ Correção ergonômica: orientações para postura adequada no trabalho e em atividades diárias.

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