Metade das condições que geram dores crônicas atingem mais as mulheres do que os homens. É o que mostra estudo publicado na National Library of Medicine, a maior biblioteca biomédica do mundo.
O estudo está disponível no link https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36038207/
Fatores como a sensibilização e percepção da dor e diferenças hormonais explicam essa diferença, mas não só estes, como também a cultura e a sociedade da sociedade na qual a mulher está inserida.
Segundo o estudo, a dor crônica afeta 20% dos adultos e é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, sendo que cerca de metade das condições de dor crônica são mais comuns em mulheres. Apenas 20% têm prevalência maior em homens.
Há fatores biológicos e hormonais que explicam esta grande prevalência na população feminina, como explica o médico fisiatra Celso Vilella Matos, presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR). “Os hormônios femininos, como o estrogênio, podem influenciar a percepção da dor, com flutuações hormonais podendo aumentar a sensibilidade. Já a testosterona, muito mais presente no homem, tem um efeito protetor”, explica o fisiatra.
Há outros motivos, segundo o presidente da ABMFR, e entre eles destaca-se o ciclo menstrual, que compromete a tolerância à dor. A resistência se mostra menor nas mulheres, podendo variar de acordo com a fase do ciclo menstrual, além de influências genéticas e do próprio sistema imune.
As dores crônicas mais comuns em mulheres são as na região pélvica, incluindo dismenorreia (cólicas menstruais intensas), as enxaquecas e cefaleias, a fibromialgia (condição que causa dor muscular e fadiga crônica), as causadas pela cistite (infecção da bexiga) e as na região das têmporas e nas mandíbulas.
O presidente da ABMFR destaca que as dores podem ser evitadas ou controladas. O médico fisiatra é o especialista que trata doenças e dores que afetam os músculos, articulações, ossos e nervos. “Nós atuamos com o objetivo de desenvolver estratégias terapêuticas para aliviar os sintomas e prevenir a progressão das limitações físicas, utilizando recursos modernos e terapias combinadas”, explica o fisiatra.
Dr. Celso ressalta que a reabilitação física conduzida pelo médico fisiatra envolve também outros profissionais de saúde, como fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, entre outros, pois o envolvimento de uma equipe multidisciplinar é fundamental para proporcional bem-estar e qualidade de vida à paciente.
Seja um
Associado
Seja um Associado da ABMFR e além de contribuir para o fortalecimento da sua especialidade no Brasil tenha acesso a benefícios exclusivos
Compromisso
ABMFR
Oferecer aos médicos fisiatras meios para desenvolverem-se na prestação de atendimento à saúde da pessoa com deficiência e dor crônica, seja por meio de intervenções diagnósticas, terapêuticas ou avaliações periciais e laudos.
Comentarios