Estudo sobre dor crônica associada a cuidados intensivos

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Diante do pouco conhecimento sobre as afecções com dor crônica resultantes da assistência de cuidados intensivos, um estudo avaliou o estado de dor crônica e a alteração funcional de pacientes sépticos e não sépticos, após seis meses da alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os dados experimentais e clínicos apontaram para a relação entre inflamação e percepção da dor.

No estudo de caso-controle, os pesquisadores analisaram 207 sobreviventes sépticos e não sépticos de cuidados intensivos, e 46 pessoas saudáveis (do grupo de controle). Por meio de um questionário de dor, foram coletadas informações sobre a dor atual e anterior dos pacientes seis meses após a alta da UTI. O nível de intensidade da dor e a classificação de interferência da dor foram comparados entre os pacientes e o grupo de controle.

Em uma análise,um terço dos pacientes sépticos e não sépticos relataram dor crônica clinicamente relevante associada ao período internado na UTI após seis meses da alta. A metade desses pacientes tiveram afecções com dor crônica antes da admissão na UTI e descreveram fontes adicionais de dor.

De acordo com o estudo, 16% de todos os pacientes não apresentaram afecções dolorosas preexistentes, e agora experimentam dor crônica associada à UTI. A maioria dos pacientes com dor crônica associada à UTI relatou um alto grau de deficiência por dor e limitação das atividades diárias.

Em suas conclusões, o estudo revelou que uma alta porcentagem de pacientes que receberam alta da UTI desenvolveu afecções com dor crônica resultantes da assistência de cuidados intensivos. Estes pacientes apresentaram dados significativamente diferentes dos coletados junto ao grupo de controle em termos de intensidade da dor e apresentaram altos níveis de interferência com dor. Para os pesquisadores, a presença de sepse parece ter um papel marginal no desenvolvimento da dor crônica associada à UTI.

Fonte: Critical Care Medicine

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