Estudo aponta relação entre genética e sensibilidade à dor do joelho

Em estudo recente, pesquisadores apontaram que a genética desempenha um papel chave na sensibilidade à dor do joelho. Eles se concentraram nas diferenças na variabilidade da dor do joelho e no nível de dor após a atividade física diária em pacientes individuais com osteoartrite do joelho. O estudo foi realizado com pacientes com osteoartrite do joelho e publicado na revista Scandinavian Journal of Pain.

 

Ao todo, 120 pacientes com osteoartrite do joelho foram submetidos a um protocolo de avaliação de 22 dias em que usaram um acelerômetro para medir a atividade física diária e relataram, em um questionário, sobre sua dor três vezes ao dia. Segundo os pesquisadores, ao relatar mais variabilidade de dor ao longo do dia, o paciente indica o aumento da sensibilidade à dor após a atividade física.

 

Na previsão dos pesquisadores, os pacientes com uma ou mais cópias de um determinado alelo dos genes COMT e OPRM1 relatariam maior variabilidade de dor e mais dor após a atividade física diária. No entanto, os pesquisadores observaram que os pacientes com duas cópias de um alelo diferente apresentaram mais variabilidade de dor e mais dor no final do dia como resultado da atividade física.

 

"Estudos anteriores, observando as populações clínicas, compararam pessoas dentro do grupo de artrite entre elas e com populações saudáveis para tentar associar seu genótipo com maior intensidade da dor. No entanto, estivemos observando as mudanças da dor dia a dia para uma única pessoa e sua associação com sua genética", diz Lynn Martire, professora na Penn State University (Estados Unidos) e uma das autoras do estudo.

 

Fonte: Scandinavian Journal of Pain


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