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A incidência da fibromialgia aumenta em idosos

A maioria dos estudos sobre fibromialgia têm como foco, principalmente, mulheres jovens e de meia-idade. Por isso, não são muitas as informações sobre a doença em idosos. Mas recentemente, na Turquia, foi realizado um estudo com 100 pacientes entre 65 e 80 anos, publicado na revista turca Agri Pain, sob o tema “Prevalence Of Fibromyalgia In Turkish Geriatric Population And Its Impact On Quality Of Life”, ou seja, a prevalência da fibromialgia na população geriátrica turca e seu impacto na qualidade de vida deles.

Os pacientes foram divididos em dois grupos, sendo 31 deles dentre os que foram classificados com fibromialgia e 69 colocados no grupo sem fibromialgia. Para a realização do estudo, foram seguidos os critérios diagnósticos do American College of Rheumatology.
Vários parâmetros foram analisados, dentre eles: qualidade de vida, sintomas comuns, gravidade da doença, contagem de pontos sensíveis e a gravidade da dor. Foi com base nestes parâmetros que os 100 pacientes foram divididos.
A contagem de pontos nos pacientes com fibromialgia mostrou que os valores foram bem maiores sob vários aspectos: na dor, no sono, no isolamento social e nas reações emocionais, todos em relação à qualidade de vida, em comparaão com os pacientes do grupo sem fibromialgia.
A prevalência de Fibromialgia (FM) pode aumentar com a idade, de acordo com os resultados obtidos em um estudo com pacientes turcos. O estudo mostra que adultos idosos com Fibromialgia apresentam qualidade de vida ruim em relação à dor, ao sono e a funções sociais e emocionais. O fator gênero não pesou no resultado, ou seja, não houve caracterização de que mulheres apresentavam mais problemas em relação à contagem de pontos sensíveis, ou em termos de gravidade da doença. Mas verificou-se que quanto mais idade, pior o resultado.
A contagem de pontos sensíveis e a gravidade da doença foram associadas à dor e às reações emocionais, de acordo com o teste de qualidade de vida. Apesar disso, não se encontrou uma relação entre a contagem de pontos sensíveis e gravidade da doença com mobilidade física, energia, sono e isolamento social dos participantes do estudo.
Para medição da gravidade da doença, foi utilizado o Questionário de Impacto da Fibromialgia (QIF). Já para o teste de qualidade de vida, usou-se o o perfil de saúde de Nottingham ou NHP. Em relação à gravidade da dor, a medição foi feita de acordo com a Escala Analógica Visual (EAV).
Analisando-se os resultados, os pesquisadores concluíram que além da prevalência da fibromialgia aumentar com o envelhecimento, ela afeta negativamente a qualidade de vida dos pacientes.
A conclusão dos pesquisadores foi a de que não levar em conta a possibilidade de que as dores que o idoso esteja sentindo não se relacionam com a fibromialgia pode atrasar o tratamento e piorar a qualidade de vida do paciente, pois a dor grave incompatível com achados clínicos e radiológicos, nem sempre poderá ser considerada osteoartrite.
Fonte: http://www.journalagent.com/agri/pdfs/AGRI_28_4_165_170.pdf