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Medicina Física e Reabilitação: prevalência de dor na consulta de reabilitação

Geralmente de origem musculoesquelética, a dor crônica é um problema que afeta, segundo estimativas, de 25% a 30% da população dos Estados Unidos e aproximadamente 19% da população europeia. Essas estimativas demonstram como a dor é um problema de saúde pública em todo o mundo, atingindo com maior frequência as mulheres e os idosos.

Publicado na Revista Médica Clínica Las Condes, um relatório assinalado pela psicóloga A. Margarita González conceitua a dor como “uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano real ou potencial, ou descrita em termos de tal dano”. Segundo a autora, o interesse e os esforços na prevenção da dor crônica e a incapacidade associada a ele cresceram na última década com o desenvolvimento de estudos da dor.

Por exemplo, estudos sobre dor lombar sugerem que a duração da dor é um fator que prediz a incapacidade. Além disso, alguns estudos descrevem que o risco de desenvolvimento de dor crônica aumenta após 14 dias de dor, independentemente da intensidade da dor, do grau de deficiência ou da qualidade de vida.

A dor é também o sintoma que mais leva pessoas a procurar o atendimento médico; sendo a dor crônica uma questão de grande importância para profissionais de saúde e pacientes – e sociedade em geral. Por esse motivo, um estudo foi realizado para avaliar a prevalência de dor nas consultas a um médico fisiatra, especialista em Medicina Física e Reabilitação.

Publicado no jornal científico Rehabilitación, este estudo descritivo, prospectivo, observacional e multicêntrico foi desenvolvido em três hospitais e avaliou pacientes com dor entre janeiro e fevereiro de 2012, analisando variáveis sociodemográficas, antropométricas e características da dor. Ao todo, o estudo contou com a participação de 1.168 pacientes; 974 deles sofriam de algum tipo de dor – 65,2% eram mulheres.

A maioria dos pacientes participantes do estudo sofria de dor nas extremidades superiores (32,1%) e a metade deles apresentou dor crônica, sendo os pacientes acima dos 58 anos de idade os que mais frequentemente sofriam de dor crônica (p> 0,001). A intensidade da dor na escala de VAS (Visual Analogue Scale) foi de 54,70 e na escala de NRS (Numeric Rating Scale) de 6,16. De todos os participantes, 70% receberam tratamento analgésico e 64,1% não realizaram nenhuma atividade física.

Para os autores do estudo, os resultados obtidos pelo estudo demonstram uma alta prevalência de dor em consultas a médicos fisiatras. Por isso, a Medicina Física e Reabilitação pode ser considerada como uma especialidade médica referência na gestão e no tratamento da dor.

Fonte: Rehabilitación/Revista Médica Clínica Las Condes