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Estudo da ASA atualiza fatos e dados sobre a dor nas mulheres

Realizado pela American Society of Anesthesiologists (ASA), um estudo sobre a dor nas mulheres mostrou que, apesar da variedade de tratamentos eficazes e de médicos especialistas no tratamento da dor, as mulheres frequentemente sofrem sem necessidade com transtornos como dorsalgias e dor pós-operatória por procedimentos de câncer. Além disso, o tratamento da dor é realizado com medicamentos que podem ser ineficazes e também nocivos.

A entidade americana emitiu a Atualização da Dor nas Mulheres, relatando as diversas opções para controlar a dor aguda e crônica nas mulheres e como um especialista em medicina da dor pode ajudar a selecionar o melhor tratamento. Além disso, o estudo apontou que tratamentos como música, ioga e azeite de rosas são eficazes para diversos tipos de dor; que opiáceos, em geral, são utilizados de forma inadequada; e que o tipo de anestesia utilizado durante as operações por câncer de mama pode afetar a rapidez e o conforto com que uma mulher se restabelece depois da operação.

Membro do Comitê em Medicina da Dor da ASA, a Dra. Donna-Ann Thomas atende, com frequência, mulheres que estiveram sofrendo em silêncio durante anos com transtornos, como um tipo de dorsalgia que pode surgir depois do parto e uma dor crônica depois de operações por câncer de mama. “É difícil acreditar no número de mulheres às quais foi dito que elas simplesmente têm que conviver com a dor. Simplesmente é triste, pois muitas destas mulheres estiveram sofrendo por muito tempo”, relata Donna-Ann Thomas.

– Os principais achados do estudo da ASA sobre a dor nas mulheres:

• A música ajuda a aliviar as dores do parto. Uma pesquisa com 156 mulheres (metade delas ouviram música durante o parto, a outra metade não) revelou que aquelas que escutaram música relataram menos dor e ansiedade durante o parto e precisou de menos alívio da dor depois do parto.

• A combinação do bloqueio nervoso com anestesia regional é a melhor opção para operações de mama. As mulheres submetidas a essa combinação tiveram melhor evolução que as mulheres que receberam anestesia geral. Elas tiveram menos dor depois da operação, necessitaram menos morfina e receberam alta médica com mais rapidez.

• Em 30 diferentes tipos de cirurgias, as mulheres relataram ter dor um pouco mais intensa no pós-operatório que os homens.

• O azeite de rosas alivia a dor menstrual. Em um estudo, mulheres que fizeram massagem com azeite de rosas no ventre para aliviar a dor menstrual tiveram significativamente menos dor.

• Após 12 semanas de ioga (imagem), as mulheres com dorsalgia relataram menos dor. Já as mulheres que não praticaram ioga relataram uma dorsalgia pior depois de 12 semanas.

• Uma em cada sete mulheres recebeu prescrição de opiáceos para dor durante a gravidez, o que pode ser nocivo para o lactente.

• Mulheres e homens respondem de forma distinta à dor por fibromialgia. Em um estudo com 747 mulheres e 48 homens com fibromialgia, não se observou diferenças de gênero no grau de dor relatado por mulheres e homens. Porém, os homens tiveram mais chances que as mulheres de lutar com a dor evitando a atividade.

Fonte: American Society of Anesthesiologists