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Novo enfoque para o diagnóstico da lombalgia

Cientistas do Feinstein Institute for Medical Research, nos Estados Unidos, descobriram um novo enfoque personalizado para diagnosticar a lombalgia. De acordo com um estudo clínico, as concentrações séricas da citocina pró-inflamatória e interleucina-6 (IL-6) variam em indivíduos com discopatia intervertebral lombar e a caracterização bioquímica das citocinas circulantes pode ajudar a refinar os diagnósticos personalizados das discopatias.

Em colaboração com o Northwell Health e médico clínicos dos departamentos de neurocirurgia e medicina física e reabilitação, os cientistas analisaram as características bioquímicas dos participantes. No caso, estudaram as proteínas conhecidas como citocinas e especificamente IL-6 para determinar como influíam no comportamento e nos graus de dor nos pacientes com lombalgia. No estudo, os cientistas também observaram se o índice de massa corporal (IMC), a duração dos sintomas e a idade tinham algum efeito sobre as concentrações séricas.

De acordo com Nadden Chahine, uma das autoras, as concentrações de citocina continuarão a ser estudadas. “Explorar as características bioquímicas de quem padece lombalgia ajudará 40% a 80% de pacientes que padecem deste problema nos Estados Unidos”, afirma. Vale destacar que a lombalgia é a segunda causa mais frequente de visitas médicas nos Estados Unidos e representa um custo de US$ 100 milhões anuais ao país.

O estudo – Os cientistas avaliaram 133 pacientes com lombalgia, além de um grupo de controle. E descobriu que as concentrações séricas de IL-6 eram significativamente mais altas nos pacientes com lombalgia do que nos indivíduos do grupo de controle. Além do mais, os pacientes com lombalgia consecutiva a estenose raquiana ou discopatia degenerativa também apresentaram concentrações mais altas que os pacientes com hérnia de disco intervertebral e indivíduos do grupo de controle.

Com base nestas descobertas, os cientistas indicam que os pacientes com lombalgia têm uma inflamação sistêmica leve e que a caracterização bioquímica das citocinas circulantes pode ajudar a diagnosticar os pacientes com lombalgia. Na prática, isso pode ajudar os pacientes a ter um diagnóstico correto em menos tempo.

Fonte: Arthritis Research & Therapy