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Recomendações da EULAR para o tratamento da fibromialgia foram revisadas

As recomendações para o tratamento da fibromialgia foram revisadas pela Liga Europeia contra o Reumatismo (EULAR). Com base em 107 avaliações científicas publicadas até maio de 2015, as novas orientações favorecem abordagens não farmacológicas como um tratamento inicial, mas também terapias mais personalizadas em casos de não resposta – podendo incluir medicamentos.

É a primeira revisão desde que as recomendações originais da EULAR foram formuladas com base na avaliação de publicações até 2005 e na opinião de especialistas. Trata-se de um documento importante, uma vez que um número considerável de estudos sobre intervenções farmacológicas e não farmacológicas e revisões sistemáticas foram conduzidas entre 2005 e 2015.

As novas recomendações fornecem novas evidências em apoio a algumas terapias não farmacológicas adicionais, mas não representam uma mudança significativa na abordagem do tratamento de pacientes com fibromialgia. A prática de exercícios físicos é amplamente recomendada, “sobretudo tendo em conta o seu efeito sobre a dor, a função físico e o bem-estar”. As evidências não distinguem os benefícios dos exercícios aeróbicos dos de esforço.

Indicações positivas foram atribuídas pelo documento às terapias de meditação, como yoga, acupuntura ou hidroterapia. Há evidências que essas terapias ajudam na fadiga, dor, melhora do sono e qualidade de vida. Já outras terapias complementares, como capsaicina, hipnoterapia e massagem, não são recomendadas devido à falta de eficácia demonstrada em estudos revisados. O tratamento quiroprático não é recomendado por questões de segurança.

Na falta de efeito das abordagens terapêuticas indicadas, a EULAR recomenda tratamentos personalizados de acordo com as necessidades do paciente. O documento também considera as terapias psicológicas (como a terapia cognitivo-comportamental) positivas para pacientes com transtorno de humor.

Por outro lado, a EULAR não recomenda diversas terapias farmacológicas com antiinflamatórios não esteroides (AINEs), inibidores da monoaminoxidase (IMAO), inibidores da recaptação de serotonina (ISRS), hormônios de crescimento, oxibato de sódio, opioides fortes, e corticosteroides devido à falta de eficácia e alto risco de efeitos secundários aos pacientes com fibromialgia.

Os pacientes com deficiência grave devem ser encaminhados para programas de reabilitação multimodais, e não para terapias individuais. Para pacientes com sintomas incapacitantes, a terapia multimodal aliada a abordagens não farmacológicas e farmacológicas é recomendas. Em geral, a probabilidade de um bom resultado para o paciente depende do diagnóstico precoce, educação e alterações comportamentais, como atividade física regular.

Fonte: Annals of the Rheumatic Diseases