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Conheça as principais doenças neurológicas

Atrofia muscular espinhal (AME) – também conhecida como amiotrofia muscular espinhal, é uma doença degenerativa do sistema nervoso, de origem genética, que provoca fraqueza e atrofia muscular progressiva.

De acordo com a idade em que surgem os sintomas, ela é classificada entre quatro tipos:
• Tipo I (AME infantil ou doença de Werdnig-Hoffmann): até os 6 meses de idade
• Tipo II (AME intermediária): entre os 6 e 18 meses
• Tipo III (AME juvenil ou doença de Kugelbert-Welander): após os 18 meses e antes da idade adulta
• Tipo IV (AME adulta): idade adulta
Não existe cura para a AME. O tratamento é feito através de um Programa de Reabilitação Individualizado.

Acidente vascular cerebral (AVC) – é um distúrbio cerebral adquirido após entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, conduzindo a um enfarte ou uma hemorragia no parênquima cerebral.
As consequências mais comuns do AVC são a perda de sensibilidade, perda de força, dificuldade em falar ou engolir, perturbação da visão e alterações cognitivas.
Idade, sexo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo e sedentarismo são fatores de risco para o AVC.
O fisiatra é o profissional que estabelecerá o tratamento através da Reabilitação.

Disfagia pós-AVC – dificuldade em iniciar a deglutição (disfagia orofaríngea) ou sensação de que os alimentos estão presos no trajeto entre a boca e o estômago (disfagia esofágica).
A disfagia pós-AVC ocorre entre 33% a 66% dos pacientes que tiveram AVC, mas costuma ser temporária em cerca de 90% dos casos. Se não for diagnostica no início, poderá provocar pneumonia da aspiração, desidratação e desnutrição.

Esclerose lateral amiotrófica (ELA) – doença que degenera progressivamente os neurônios motores, que controlam os movimentos voluntários dos músculos.
Mais frequente em homens, a ELA provoca dificuldades para andar, comer, falar, até que afete todos os músculos do corpo. A doença é fatal e costuma levar de 2 a 4 anos do diagnóstico até a dependência de aparelhos ou óbito.

Paraparesia espástica familiar (PEF) – doença hereditária do sistema nervoso que provoca fraqueza lenta e progressiva e contratura muscular involuntária dos membros inferiores. A PEF pode ocorrer em qualquer idade e deve ser tratada com Reabilitação.
Os sintomas podem ser puros ou complexos, quando surgem outras alterações neurológicas como: desequilíbrio, demência, atraso mental, disfunções auditivas ou visuais, entre outros.

Poliomielite aguda – ocorre quando o poliovírus ataca as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos, os neurônios motores. A prevenção se dá através da vacinação.
Quando a poliomielite se manifesta, é dividida em quatro grupos: doença assintomática, poliomielite não paralítica, poliomielite paralítica e forma encefálica.

Síndrome pós pólio -  pacientes afetados pela poliomielite podem desenvolver outros sintomas, após anos de estabilidade da doença. De 22% a 68% dos pacientes de poliomielite paralítica terão síndrome pós pólio.
Os sintomas mais frequentes são: novo enfraquecimento muscular dos membros, fadiga severa, dores musculares e articulares, entre outros.
O tratamento através de exercícios de fortalecimento muscular não deve provocar fadiga.

Traumatismo cranioencefálico (TCE) – quando uma força externa provoca uma lesão cerebral, com consequências temporárias ou permanentes. E os sintomas variam conforme a gravidade do trauma e a fase de recuperação.
Convulsões, contraturas, espasmos, perturbação da visão e do olfato, tonturas ou vertigens são alguns problemas que podem surgir após a fase aguda.
Sintomas tardios mais frequentes: déficits de memória, de atenção, dor de cabeça, alteração dos ciclos de sono/vigília, apatia, depressão, fadiga, ansiedade, desinibição social, disfunção sexual e dificuldade no controle motor.