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No Congresso Brasileiro, francês apresenta estudo global que comprova a aplicação de 800 unidades de toxina botulínica em pacientes com espasticidade

Durante o Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação, os congressistas tiveram a oportunidade de assistir à palestra do Dr. Simon Oliver, diretor global da Merz e coordenador do estudo mundial que resultou no desenvolvimento da toxina botulínica purificada de complexos proteicos.

Esta característica permite que a toxina possa ser aplicada em 800 unidades no paciente, embora os órgãos de saúde governamentais em todo o mundo só autorizam que os profissionais ministrem, no máximo, 400 unidades em pacientes com espasticidades para afastar o risco de efeitos colaterais.
Dr. Simon, no entanto, está numa cruzada para que seja aceita a terapêutica com 800 unidades, apresentado os resultados do estudo. Foi este o objeto de sua palestra “Segurança e eficácia com o uso de altas doses de TBA no tratamento da espasticidade”, durante o Congresso Brasileiro.
Segundo ele, este que foi o maior estudo mundial sobre altas doses de toxina botulínica envolveu 300 participantes dos Estados Unidos, Suíca e Alemanha. Comprovou-se que ministrar 800 unidades da toxina botulínica Xeomin não causa efeitos colaterais nos pacientes. “Ao contrário, foram enormes os benefícios para estes pacientes com espasticidade nos membros superiores e inferiores. Eles ficaram muito agradecidos”, disse o coordenador do estudo.
Dr. Simon explica ser possível ministrar o dobro de unidades porque a toxina botulínica A, desenvolvida por seu grupo não possui os complexos proteicos, que podem ser reconhecidos pelo organismo como corpos estranhos, provocando a produção de anticorpos, resultando em efeitos colaterais.
Ele e sua equipe estão confiantes de que, no máximo, em um ano os órgãos de saúde governamentais na Europa aprovem a terapêutica com 800 unidades e, em dois anos, no Brasil.